Pilates e Cefaleia

Pilates e Cefaleia

Estima-se que cerca de 90% da população mundial já apresentou ou irá apresentar um episódio de cefaleia ao longo da vida. Dor de cabeça é a dor em qualquer região da cabeça. A cefaleia tensional é o tipo mais comum de dor de cabeça e é dela que vamos falar por aqui. Suas causas não são bem compreendidas. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cefaleia, cerca de 38% a 74% dos brasileiros sofrem com cefaleia tensional.

Ela ocorre normalmente devido a tensão nos músculos do pescoço, cabeça, mandíbula e ombro. É caracterizada por dor difusa, de leve a moderada na cabeça, descrita como a sensação de uma faixa apertando o crânio. A cefaleia tensional, cuja causa está relacionada a contração involuntária e crônica de músculos, pode durar entre 30 minutos e vários dias. E o que leva o indivíduo a ter estas tensões musculares que levam a dor? Vejamos:

- Estilo de vida sedentário;
- Repouso insuficiente;
- Má postura;
- Estresse emocional ou mental, incluindo depressão;
- Cansaço;
- Excesso de exercícios;
- Estresse físico;
- Oscilação de peso;
- Fadiga;
- Fumo em excesso, entre outros.

Torna-se importante para a melhora do quadro, que os fatores que causam a cefaleia do tipo tensional sejam controlados. Portanto, nada melhor que o Pilates, que tem sua “alma” na filosofia da Contrologia: “A ciência e a arte de coordenar o desenvolvimento do corpo, mente e espírito, através de movimentos naturais e o rígido controle da vontade”. É a integração do ser global. Respiração, Precisão, Fluidez, Concentração e Controle, são as bases do Método, que contempla a saúde de seus praticantes com muitos benefícios, tais como, melhora da força muscular, do alongamento global, da postura, da concentração, além de relaxar, elevar a autoestima, combater o estresse, dentre outros.

O praticante do Pilates adquire no decorrer da prática, o conhecimento de construir o movimento funcional a partir de “gatilhos” intrínsecos, fazendo com que mover-se torne-se natural, partindo da consciência corporal adquirida. Conhecendo melhor as estratégias compensatórias e de fuga de seu corpo, o indivíduo torna-se capaz de atentar aos fatores que desencadeiam, por exemplo, tensões musculares, que consequentemente podem desencadear as cefaleias tensionais.

 

Fonte: Revista Pilates

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